Foto: Divulgação/ FAES

Uma comitiva da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) está em Roraima para conhecer de perto a estrutura da Operação Acolhida, iniciativa humanitária do Governo Federal voltada ao atendimento de migrantes e refugiados venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira Norte do país.

A visita acontece nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, município localizado na divisa com a Venezuela e considerado uma das principais portas de entrada de venezuelanos em território brasileiro.

A comitiva capixaba foi recebida pelo Exército Brasileiro, responsável por parte da coordenação operacional da iniciativa, e acompanha de perto etapas como acolhimento, triagem, regularização documental e o processo de interiorização dos migrantes — mecanismo que leva famílias para outras cidades brasileiras em busca de emprego e recomeço.  

Missão busca aproximar migrantes de oportunidades no campo capixaba

Entre os representantes capixabas estão o coordenador da Faes e superintendente adjunto do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES), Fabrício Gobbo, o 4º vice-presidente da Faes, Antônio Roberte Bourguignon, e o diretor da Federação, Érico Patricio Orletti, além de empresários do setor agropecuário da região de Linhares.

O objetivo da missão é entender como funciona a estrutura de acolhimento criada em Roraima e avaliar possibilidades futuras de integração desses migrantes ao mercado de trabalho rural capixaba, especialmente em setores do agro que enfrentam dificuldades na contratação de mão de obra.

A Operação Acolhida foi criada em 2018 e se tornou referência internacional em resposta humanitária e interiorização de refugiados venezuelanos. Atualmente, a iniciativa já ultrapassou a marca de 150 mil pessoas interiorizadas em municípios brasileiros.  

Operação reúne forças armadas, governos e organizações internacionais

A estrutura da Operação Acolhida envolve atuação conjunta do Governo Federal, Forças Armadas, agências da ONU e organizações da sociedade civil. O projeto é dividido em três eixos: controle de fronteira, acolhimento em abrigos e interiorização para outras regiões do país.  

Durante a agenda em Roraima, os representantes do Espírito Santo acompanham a dinâmica de funcionamento dos abrigos, os processos de documentação e os mecanismos utilizados para encaminhar migrantes a oportunidades de trabalho em diferentes estados brasileiros.

A proposta da Faes é utilizar a experiência observada no Norte do país para discutir alternativas de inclusão produtiva no campo capixaba, conectando demandas do agro com oportunidades de reinserção social e econômica para famílias migrantes.

Fonte: FAES