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A safra brasileira de soja 2025/26 deve atingir um novo recorde de produção, com estimativa de 181 milhões de toneladas. A revisão para cima reflete ganhos de produtividade em regiões estratégicas do país, após um ciclo marcado por condições climáticas favoráveis na maior parte das áreas produtoras.

O novo volume representa aumento de 1,5 milhão de toneladas em relação à projeção anterior e crescimento de 5,47% na comparação com a safra passada, quando o Brasil produziu 171,6 milhões de toneladas.

A produtividade média também foi revisada e passou para 3.708 quilos por hectare, superando tanto a estimativa inicial quanto o desempenho registrado no ciclo anterior. Já a área plantada chegou a 48,8 milhões de hectares, indicando expansão gradual da cultura no país.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo bom desempenho das lavouras no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste. Estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia apresentaram resultados acima do esperado, contribuindo para elevar a média nacional.

Segundo o coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos e Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, Luiz Fernando G. Roque, as condições climáticas foram determinantes para o resultado. “O clima positivo registrado na maior parte do desenvolvimento das lavouras resultou em um ambiente extremamente favorável, levando à consolidação de produtividades superiores às estimadas inicialmente”, afirma.

No Sul do país, no entanto, o cenário foi diferente. O Rio Grande do Sul voltou a enfrentar problemas relacionados à baixa umidade, o que impactou parte das lavouras. Ainda assim, a produção no estado deve superar a registrada na safra anterior.

“Tais produtividades acabaram por compensar, em nível nacional, as perdas produtivas no Rio Grande do Sul”, explica Roque. “Mesmo com dificuldades, o estado deve contribuir para o resultado final da safra”, completa.

Com a revisão, o Brasil amplia o patamar histórico de produção de soja, sustentado por ganhos de eficiência no campo e expansão da área cultivada, consolidando a cultura como uma das principais bases do agronegócio nacional.

Fonte: Hedgepoint Global Markets.